quinta-feira, 20 de junho de 2013

Resenha do texto a visão Panglossian

A evolução da espécie humana, tem sido desde a sua criação algo inevitável, desde a era primitiva temos passado por constantes evoluções mais nos últimos 100 anos essa onda de evolução foi assustadora para alguns devastadora um tsunami.

Mudanças evolução não foram em áreas isoladas em todas as esferas da humanidade teve as grandes impactos é algo inevitável. Mas nem todo mundo encara a evolução como benéfico, conquista, vitória mas tem uma parte significativa que entende que a evolução é perigosa, ameaçadora, a evolução faz com que o ser humano aventure em campos desconhecido sem saber o que pode acontecer quais os risco corre pondo em risco até a própria existência. 

Em um mundo evoluído corre se o risco de o ser humano perda usa identidade sua função e se torna dispensável para uma nação sem fala que coloque em cheque sua própria existência, lembrado se já se corres o risco de uma efeitos naturais catástrofes, fenômeno da natureza pode também.

Esta evolução não se dá apenas em âmbito tecnológico mas também em aspecto e pessoal, vejamos em relação a natalidade as mulheres tomam suas pílulas para evitar uma gravides indesejada, fazendo ido ela coloca em risco a existência humana por outro lado as mulheres que não tomam pílulas ponhem em risco vida financeira da sociedade. Essa prevenção vem como preocupação da sociedade o que é um ato inteligente por outro lado vemos parte da sociedade que dá o trabalho de ser envolvida por lazer, roupas, calçados bem que são fruto do consumismo, sem imaginar que essas preocupações são primitivas no sentido de preservação. Isso vem no desequilíbrio evolutivo, atitudes como comportamento machista levando a violência de gangues a até bravata militar e um ato de ditador. 

Temos que escolher duas espécie de evolução a espontânea e intencional, evolução espontânea é aquela que a necessidade faz com que as mudanças ocorra e a intencional é aquela em que se busca a evolução pra facilitar o cotidiano. Imaginar o que pode ser feito pra evitar essa evolução.

Agentes Eudaemonic e Fitness são duas mudanças necessárias que fazem toda diferença na evolução da humanidade como um todo, pois tem que pensar se não seria melhor criar leis que barrem criações inteligentes para substituir a homem, não que isso seja pra proteger os fracos e inúteis mas sim pra garantir uma evolução tranqüila para raça uma e eliminar qualquer risco de uma substituição precoce.

Os agentes Eudaemonic podem servia para ocupar áreas dentro da evolução e contribuir para economizar e ser útil sem pôr a humanidade em risco afinal existe um nicho para eles. Os agentes Eudaemonic são de certa forma uma maneira de evoluir que tem seus pós e contra tem seus conflitos de interesses, tem suas metas mas nem todas são construtivas algumas até arriscadas.

A ação dos Eudaemonic poderia favorecer uma situação mais competitiva um mercado mais amplo mais isso não garantia um controle sobre a evolução um controle sobre o agentes Eudaemonic poderia favorecer a longo prazo mas a curto seria recomendável um singleton poderia evitar, pois não teria um corrente externos como é o caso do Eudaemonic. Mas para concluímos é aconselhável ter uma evolução transparente segura onde todos os aspectos são levados em conta.

A evolução de forma geral não evita uma direção indesejada mas nós dá uma forma mais facilitada de vida, mas não que isso seja melhor apenas podemos entender uma opção ou a outra corremos sérios risco.

Talvez assumir um padrão evolução seja o melhor caminho sem pôr em risco a própria existência e viver de maneira integrada e controlada pelo menos a longo prazo, lembrando existe várias forma de conviver com evolução. 

Devemos criar ou viver no sistema singleton assim teríamos mais chance de garantir um vivência mais tranquila.

Como nós viemos parar aqui?

Muitas pessoas têm teorias religiosas de como fomos criados, mas nos últimos 150 anos, surgiram evidências de que nossas origens, com a idéia de seleção natural.

Alguns acreditavam que os animais haviam evoluído, mas os seres humos eram produto de divindade, já outros acreditavam que assim como animais, nós havíamos evoluído, e começaram então a procurar um fóssil que provasse essa teoria, que ficou conhecida como “O elo perdido”.

Não demorou e eles conseguiram encontrar um fóssil na Alemanha, o Homem de Neanderthal, que parecia muito com nossos ancestrais. Vários fósseis foram achados depois desse, em outras partes do mundo, mas nenhum fazia parte do “Elo perdido”.

Surgiu a teoria de que os seres humanos poderiam ter evoluído na Ásia, mas na África também começou a aparecer uma grande quantidade de fósseis, e dai foi criado duas escalas de pensamento, uma de que o homem teria uma origem na África e outra no multiregional (Eles evoluíram em partes diferentes do mundo).

A África começou a fornecer tantos fósseis, que ficou difícil separar os ancestrais diretos e quais não são. A nossa Árvore genealógica se mostrou muito rica.

A Conforme progredimos no tempo, eles se tornaram menos parecidos com macacos e mais parecidos com seres humanos, acabando com a teoria religiosa das crenças religiosas sobre a criação do mundo.

Os símios não eram humanos, mas possuíam características de símios.

O que eles estão fazendo todos no jardim do Éden? E porque vemos uma progressão com o tempo? De criaturas mais símias desaparecendo. Nunca vemos uma espécie desaparecer para ser substituída por outra menos inteligente e menos parecidos com humanos.

Quando surgiu a área do DNA, poderíamos confirmar a teoria da criação divina ou a da evolução, e ficou provada a teoria da evolução.

O DNA mitocondrial revela que tivemos um ancestral comum com um símio, o Chipanzé e com o Neanderthals. E com ele pudemos também rastrear nossos ancestrais e descobrir que eles viveram a cerda 150 mil anos, na África.

Conforme a ciência evolui e novos fósseis são encontrados, novas evidências vêm à tona, avançamos cada vez mais perto de entender nosso meio, é como tatear em um quarto escuro, mas descoberta do DNA nos deu uma luz, que trás evidências dos fósseis que encontramos.

O futuro da evolução humana

O DNA mitocondrial é muito abundante, são centenas de mitocôndrias dentro de nossas células. Temos mais cópias de DNA mitocondrial nas nossas células, assim, fica mais fácil de encontrá-lo em algum fóssil.

Ele se mantém integro, pois não recombina na reprodução sexual, sendo que o DNA nuclear dilui e reagrupa. A transmissão às gerações seguintes do DNA mitocondrial é feita pela chamada herança citoplasmática formando uma matrilinhagem, é nela que é estudado a evolução da espécie, pois sua genética é totalmente mantida, a não ser em caso de mutação.

Usando a taxa de mutações do DNA mitocondrial, pode se utilizar os números como um relógio biológico. Já com o DNA nuclear não se pode dizer o mesmo, pois além de ocorrerem em uma taxa menor, seriam muito mais difíceis de interpretar.

É através de estudos sobre os polimorfismo do DNA mitocondrial que se estabelece o nível de parentesco das populações de hoje. Com base no estudo do DNA mitocondrial de indivíduos de varias origens diferentes, foi feita uma árvore filogenética que apontou apenas um ancestral em comum.

O DNA mitocondrial contém uma taxa de mutação muito mais elevada do que a do DNA nuclear, pois a mitocondrial não possui o mecanismo de reparo extensivo do DNA.

Muitos antropólogos se incomodam com o fato das gravações fósseis do homem não serem iguais a este curto espaço de tempo das gravações do DNA. O estuda do DNA mitocondrial para o conhecimento da evolução das espécies está sendo cada vez mais aceita, essa tecnologia esta sendo usada como uma ferramenta muito valorizada para estudos como antropologia, ecologia e da evolução.

domingo, 2 de junho de 2013


O ser humano não veio do macaco! Mas parecia muito..



A Teoria da Evolução é fruto de pesquisas, como toda teoria científica! E, as pesquisas que resultaram nessa teoria começaram lá em meados de 1800 com Charles Darwin e Alfred Wallace, pesquisadores que não eram amigos mas tinham as mesmas idéias sobre a origem e evolução das espécies.
Como Darwin é mais famoso, vamos falar dele. Este cientista procurou estabelecer as características comuns entre espécies aparentadas separadas no espaço físico e temporal também. Ele também percebeu as semelhanças entre animais vivos e animais extintos.
É claro que ninguém vê esse tipo de coisa a olho nu! É necessária a verificação e a pesquisa radical, pois essas mudanças demoram eras para acontecer.
Darwin tava com medo de divulgar seus achados uma vez que aquela era uma época de pessoas pouco abertas a novidades radicais. Mas, depois de ver os achados de Wallace, o supracitado que pesquisava as mesmas idéias dele, tomou coragem e, junto com o novo amigo, decidiu divulgar suas pesquisas. Imaginem isso numa época em que as pessoas, em sua maioria, acreditavam em Adão e Eva!
Esses estudos, entre outras coisas, apresentaram a existência de um ascendente comum entre os atuais macacos e “os homens”. Tenhamos em mente que Darwin nunca disse que o homem veio do macaco! Isso foi uma distorção de tumultuadores.
Nessa linha, muitos estudos desde então, se debruçaram em várias áreas da ciência com o propósito de compreender esses processos evolutivos.
MUDANDO DE ASSUNTO!
Agora, mudando a conversa, imaginem vocês se atualmente existisse outra espécie de homem vivendo nesse mundo com a gente. O homem de hoje não respeita nem a própria espécie! Imagine se tivéssemos concorrência! ? Descrimina e até mata até pela cor, religião, região, classe social! Não ia dar certo.
Mas já dividimos esse planeta com outras espécies de homens num passado remoto: adivinhe o que aconteceu.
Para concluir, lembremos que teoria, na área científica, se refere a hipóteses exaustivamente experimentadas e, por fim, confirmadas.
Acredito que (PODE) ser Deus é o cientista e a África (OU MUNDO), o laboratório usado por ele por milhares de anos para aprimorar o ser humano. Mas ainda falta muito.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

E agora... pra onde vamos?


Você já deve ter imaginado como seria a vida em outros planetas, não? Pois bem, não é preciso mais imaginar: uma empresa holandesa – a Mars One – anunciou que, em 2023, inicializará a colonização de Marte. A empresa também afirma que essa conquista é a etapa mais crucial da história da humanidade. O projeto deverá custar por volta de US$ 6 bilhões (quase R$12 bilhões).

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Os astronautas começarão o treinamento no ano que vem, mesmo sabendo que é uma viagem sem volta – pois é impossível, tecnicamente e por enquanto – estão dispostos a colonizar o planeta vermelho. A viagem durará sete meses, e a rotina dos novos habitantes deverá ser televisionada aqui na Terra.

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O primeiro voo habitado está previsto para abril de 2023, e deverá levar quatro astronautas, mas, antes deles, serão enviados os módulos habitacionais, veículos, unidades de abastecimento e toneladas de comida entre 2016 e 2022. A empresa pretende também levar, até 2033, mais de trinta astronautas. A idéia é levar um casal a cada dois anos, para que possam iniciar uma família marciana.

O planeta é inóspito: a temperatura é por volta de -55°C e a atmosfera é hostil, não possui os gases necessários para o ser humano respirar, porém esse problema será resolvido com as casas que serão aquecidas e com a produção de oxigênio a partir da água do subsolo.
EVOLUÇÃO HUMANA





  O ato de andar de forma bípede foi algo crucial para a evolução humana. Além da liberação das mãos para outras emergências e habilidades, a respiração foi sutilmente modulada, contribuindo talvez para o advento da liberação e posterior articulação de palavras, tão necessárias para a vida social. Por exemplo, ao andar sobre duas pernas, em vez de sobre quatro, nossos corpos se libertaram da necessidade de respirar em sincronia com o passo, limitação a que estão sujeitos vários outros animais, como os cães e os cavalos, por exemplo. Sabemos que das mais de duzentas espécies de primatas hoje existentes na Terra, apenas uma é bípede.            O porquê da postura ereta e do bipedalismo é a questão mais fundamental na evolução humana.
 Desde Aristóteles, os mais coerentes conceitos sobre evolução humana é atribuído a Darwin, cujos estudos são os mais acertados, teoricamente, sobre a postura ereta do ser humano e as suas relações com a evolução. Aristóteles concebia o ato de andar ereto como o mais simplório dos hábitos e o relacionava com a superioridade humana sobre outras espécies.
   É importante para nós entendermos que fatores cruciais no caminho evolutivo do homem, desde os ancestrais mais longínquos, passando pelos hominídeos até o gênero homo, formam toda uma sequência marcada por pontos terminantes que, ao final, resultaram no que somos hoje. O ato de andar, supracitado é um deles senão o maior. Nesse trajeto temos também a mudança da visão e, consequentemente, do córtex visual, que possibilitou a visão de profundidade, tão importante no desenvolvimento de habilidades manuais.

   Os primeiros primatas surgiram há 50 milhões de anos na África e, há cerca de 13 milhões de anos, a estiagem e seca nas floretas fizeram com que alguns saíssem para a savana. Os que ficaram nas florestas evoluíram como os chimpanzés, gorilas e orangotangos. Os que saíram deram origem aos nossos ancestrais. E estamos aqui com os nossos computadores (cérebros artificiais usados para ajudar nos em nossos trabalhos  intelectuais). 

Eva mitocondrial - a origem do homem.



Os Neurônios e suas sinapses

Consolidação Funcional do Sistema Nervoso

terça-feira, 7 de maio de 2013



Resumo de
“CONSIDERAÇÕES SOBRE A EVOLUÇÃO FILOGENÉTICA DO SISTEMA 
NERVOSO, O COMPORTAMENTO E A EMERGÊNCIA DA CONSCIÊNCIA”
(Guilherme Carvalhal Ribas)




O estudo filogenético do SNC permite a compreensão de sua morfologia, relacionando o seu desenvolvimento com as interações das estruturas nervosas e os comportamentos dos seres vivos, e levanta questionamentos sobre fenômenos como a consciência. Para Sarnat, podemos estudar o SNC - do ponto de vista anatômico – tanto analisando a sua disposição espacial, através da neuroanatomia; como o seu desenvolvimento ontogênico (evolução embrionária, fetal e pós- natal) e, ainda, o seu desenvolvimento filogenético com a evolução das espécies.
O estudo da evolução filogenética do SNC nos possibilita fazer especulações sobre o aparecimento, desenvolvimento e o imbricamento dessas estruturas; as características e comportamentos dos seus respectivos elementos evolutivos. Os processos evolutivos ocorrem sob os denominadores comuns como a adaptação, a expansão da diversidade e a complexidade.
Os homens têm com outros animais, ancestrais comuns que, através da evolução, deram origem a diferentes espécies. Os invertebrados mais primitivos não possuíam córtex algum; hoje, mesmo os animais menos complexos apresentam algum córtex. Porém, o que mais distingue o cérebro humano, além da nossa neo cortical, é o tamanho em relação ao corpo e a complexidade. Desde os primeiros seres vivos multicelulares, há 700 milhões da anos atrás, caracterizados pela simbiose, passando pelos peixes de esqueletos mineralizados, há 570 milhões de anos, a principal função do SN foi propiciar a adaptação ao meio. Para isto são importantes três propriedades: irritabilidade, condutibilidade e contratilidade. Com o processo evolutivo, esse sistema nervoso foi se tornando cada vez mais complexo.
A sua importância foi e é primordial para a vida e admite-se que as redes neuronais há 700 milhões de anos, em seres ainda primitivos. Nos anelídeos (minhocas, sanguessugas, etc.) o sistema de coordenação, antes difuso, começa a se agrupar, formando o SN. Nestes, além dos neurônios aferentes, já se encontram os neurônios eferentes, responsáveis pela resposta motora. Com a evolução surgem os neurônios de associação viabilizando a interação entre segmentos. A integração anatômica dos níveis segmentares e dos neurônios de associação passam a constituir a medula espinal e no seu topo desenvolveram centros nervosos de controle do corpo. O resultado foi o SNC básico, presente em peixes de 400 milhões de anos atrás. Agregados neuronais dispostos centralmente em posições mais superiores do segmento formaram a porção reticular que, em organismos primitivos, regulava a postura e controlava as funções orgânicas em conjunção com o hipotálamo. O conglomerado celular hipotalâmico talvez corresponda a porção filogenética mais antiga do encéfalo.
As forças evolutivas sob o regimento da adaptatibilidade desencadearam a continuidade do desenvolvimento do SNC em função dos eventos a que os seres vivos foram sendo submetidos. Entre os adventos mais importantes estão a incursão primitiva sobre a terra e o desenvolvimento ulterior dos mamíferos. A vida fora da água impunha aos seres primitivos grandes mudanças na estrutura corporal - como as olfatórias, as límbicas e as do complexo amigdalóide - e comportamental as quais imputaram a adaptação do SNC a estas mudanças. Devido ao imbricamento das estruturas do SNC, a primeira memória que surge é a olfativa, que tem relação com desde a alimentação até  as relações sexuais.
 Os hipocampos e as estruturas que com eles se desenvolveram com a evolução dos mamíferos, são denominados de conjunto de formação hipocampal e, do ponto de vista funcional, tornaram se responsáveis pela aquisição da capacidade de memorização, viabilizando o aprendizado. Entendemos que a evolução moldou a disposição da estruturas hipocampais de acordo com o desenvolvimento filogenético. Na porção inferior temos o hipotálamo, responsável pela vida vegetativa, que imperava em seres mais primitivos. A complexidade oriunda da evolução requereu o desenvolvimento de estruturas receptoras e integradoras das eferências, o que constitui os tálamos. É interessante o fato de que a única via aferente que se projeta diretamente ao córtex é a que veicula a olfação. Como vimos, a olfação é a modalidade mais antiga, filogeneticamente falando.
Morfologicamente, em virtude de se economizar espaço, a evolução tratou de dobrar as estruturas novas que foram sendo incorporadas ao SNC e também as que foram sendo estabelecidas. Isto explica a forma em “C” de muitas estruturas telencefálicas. Anatomicamente, o derradeiro desenvolvimento cortical se deu através de progressivas invaginações e dobraduras na superfície cerebral , gerando sulcos e fissuras. Isto se deu com o propósito de expandir a superfície cerebral sem que houvesse um aumento do volume. Os primeiros sulcos que surgem na superfície cerebral, do ponto de vista filogenético são os sulcos do hipocampo.
Os antropóides (orangotango, chimpanzé e gorila) possuem uma disposição sulcal semelhante à humana, sendo as maiores diferenças verificadas na anatomia dos sulcos frontais que se desenvolvem mais marcadamente por ocasião da caracterização com o córtex humano. O grande desenvolvimento evolutivo do SNC dos mamíferos se deu marcadamente “desproporcional” ao tamanho do corpo nos primatas, fenômeno esse denominado de “encefalização”. Isto se deu devido à especialização progressiva das estruturas em função das forças adaptativas da evolução.
Os primeiros primatas surgiram há 50 milhões de anos na África e, há cerca de 13 milhões de anos a estiagem e seca nas floretas fizeram com que alguns saíssem para a savana. Os que ficaram nas florestas evoluíram como os chimpanzés, gorilas e orangotangos. Os que saíram deram origem aos nossos ancestrais. Progressivamente a evolução fez o seu papel, acarretando na forma ereta de andarmos, na manipulação complexa e no desenvolvimento da função visual em detrimento da olfação. O alinhamento das órbitas que se desenvolveu nos primatas propiciou a visualização de um mesmo campo a partir de dois pontos ligeiramente diferentes, proporcionando assim a chamada visão tridimensional. Este fato refletiu num grande desenvolvimento do córtex visual.
Depois dos hominídeos – Lucy, por exemplo – há cerca de 4 milhões de anos atrás, surgiu o gênero homo há 2 milhões de anos. Os cérebro destes equivaliam aos do chimpanzés modernos (400cm³) e já fabricavam ferramentas rudimentares. Sua fase durou apenas 500 anos e seu sucessor foi o Homo Eréctus que controlou o fogo e se espalhou pela terra. Seu cérebro variou de 700 a 1200 cm ³.  O homo sapiens (nós) surgiu há aproximadamente 150 mil anos com um cérebro de aproximadamente 1500cm³.  Durante o desenvolvimento dos primatas, passou a ocorrer concomitantemente um crescimento das chamadas áreas pré – frontais, regiões ditas como responsáveis pelas funções superiores. Entretanto, o maior advento evolutivo com o evento do SNC do homem foi a aquisição da linguagem, primordial para a continuidade da evolução, agora também cultural. A posição ereta foi também essencial para as mudanças oronasofaríngeas, necessárias para a emissão variada de sons. Á área da fala, não por coincidência situa se no giro frontal inferior dominante do cérebro humano.
Considerações entre as possíveis correlações entre a filogênese e a ontogênese
A existência de relação entre a filogênese (evolução filogenética das espécies) e a ontogênese (evolução embriológica, fetal e pós – natal) constitui uma questão muito discutida desde a antiguidade. Para Hernest Haeckel (1834 – 1919) “a ontogenia recapitula a filogenia”. Para ele a ontogenia é a sinopse condensada da longa e lenta história da filogenia. Já para Karl Ernest Von Baer (1792 – 1876), as etapas ontogênicas equivalem simplesmente a estágios precoces a todos os vertebrados. Stephen Jay Gould (1941 – 2002) expressa que as mudanças evolutivas se expressam na ontogenia do homem e valoriza o mecanismo evolutivo. Conclui se que a semelhança da conformação apresentada pelo SNC nas progressivas etapas filogenéticas e embriológico – fetais do ser humano são particularmente evidentes.
Com base nos conhecimentos evolutivos, McLean (1973) propôs a teoria do encéfalo 3 em 1, a qual caracteriza de forma sintética a evolução filogenética do SNC. Temos o 1) encéfalo reptiliano; 2) encéfalo mamífero; e por último o encéfalo humano com seu 100 bilhões de neurônios.
Sabe se que, apesar de todo o conhecimento existente acerca da neuroanatomia e da neurofisiologia, a fisiologia do psiquismo persiste ainda pouco esclarecida. Para Edelman, existem as consciências primária e a superior. Para este autor a consciência primária é a responsável a estar consciente apenas dos sentidos. Esta se encontra presente nos animais desprovidos de linguagem e de capacidades semânticas. Suas vidas se resumem a comportamentos de adaptação ao meio através da contínua construção de um cenário de “lembranças do presente”. A consciência humana é a superior, a qual é composta pelo pensamento no sentido pessoal de considerar o presente, o passado e o futuro. Entre as estruturas nervosas mais particularmente relacionadas com a consciência primária destacam-se o sistema reticular ativador ascendente (que se origina no tronco encefálico), as estruturas límbicas e o hipotálamo, e o sistema tálamo-cortical, enquanto a consciência superior é acrescida e fundamentalmente dependente das áreas cerebrais envolvidas com os processos de linguagem
O advento da teoria da complexidade fez com que a hipótese de que a consciência tenha surgido ao longo da evolução como um fenômeno de emergência, viesse a constituir praticamente um consenso entre os estudiosos desse assunto. Admite se que a consciência resultaria de uma particular complexidade estrutural atingida pelo arranjo do emaranhado neuronal ao longo da evolução. Os estudos desses processos abrangem os campos da biologia molecular, da neurocomputação e as mais recentes contribuições da física. Roger Penrose e Stuart Hameroff defendem a idéia de que os processos fundamentais que ocorrem ao nível dos micro túbulos do cito esqueleto neuronal sucedem sob as leis da física quântica. Siler, tendo como base as semelhanças das conformações circulares das estruturas cerebrais profundas e de magnetos de certos tipos de reatores nucleares, sugere a possibilidade de que alguma forma de energia possa emanar paralelamente e conseqüentemente ao funcionamento da circuitaria neural.

        Enfim, sabe se que é ainda difícil imaginar como o progresso científico virá a explicar as questões relacionadas à natureza subjetiva das nossas experiências.

domingo, 5 de maio de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Lóbulo frontal

O lóbulo frontal do cérebro é o responsável pelo controle motor da fala, isso ocorre porque o lóbulo frontal é responsável pelas ações abstratas e a fala é uma das atividades mais complexas desempenhadas pelos humanos. A atividade no lóbulo frontal aumenta quando temos que executar tarefas que exigem capacidades de estratégia, fluxo intenso de raciocínio,decisão, criação; e a articulação de palavras exige inúmeras ações com alto nível de complexidade.



Importância da diferenciação dos tecidos na filogênese dos seres humanos


A diferenciação é importante devido a complexidade da constituição estrutural, fisiológica e funcional humanas no que diz respeito principalmente às especialidades de cada estrutura, de cada órgão, de cada célula. Nossos órgãos e nosso corpo precisam de proteção, por exemplo, então temos a importância do tecido epitelial como a mucosa interna do estômago. Já o tecido conjuntivo tem sua importância na interposição ou preenchimento em uma vasta distribuição em nosso organismo, como nos espaços intercelulares, ossos, gordura, ligação entre os órgãos e se classificam pelas seguintes especificidades: preenchimento, sustentação, transporte e defesa. O tecido muscular tem a sua importância primordial no movimento, tanto voluntario, como autônomo. Temos três tipos de tecido muscular: O estriado, o liso e o cardíaco. E por fim, o importantíssimo tecido nervoso, o primeiro a se formar durante o desenvolvimento filogenético. A principal função desse sistema é coordenar as atividades motoras e dos órgãos viscerais, receber informações do meio externo e responder aos estímulos. Entendemos assim que a importância desses tecidos é caracterizada pelas seguintes especialidades: estrutura, preenchimento, movimento e transmissão de estímulos.

Estrutura neuronal humana, diferenças entre as vias aferentes e eferentes

As estruturas neuronais aferentes acessam a coluna espinal pelos gânglios sensitivos dorsais e conduzem à medula ou tronco encefálico impulsos originados nos receptores situados na superfície (pele) ou no interior (vísceras, músculos e tendões) do animal. São os nervos responsáveis pelos sentidos, e trazem as informações de fora para dentro, como por exemplo, quando colocamos a mão em uma chapa quente e temos uma lesão. Num um primeiro momento ocorre o arco reflexo, onde o corpo reage involuntariamente para se proteger de uma lesão potencialmente mais grave. Mas o dano, por menor que seja, já foi causado e então sentimos dor. No arco reflexo, o sinal segue até o gânglio sensitivo dorsal e a resposta é imediata. Não precisa percorrer até o cérebro, já que o tempo de reação seria maior e, por conseqüência a lesão também. A dor conseqüente do dano é uma resposta de característica aferente, mas o sinal segue até o cérebro. É a informação de que existe uma avaria e, portanto precisa de cuidados. 


A estrutura neuronal aferente apresenta a característica da sensibilidade. Os A estrutura neuronal eferente ou motora são as estruturas que levam as informações de dentro para fora através das raízes ventrais, sendo essas tanto a partir do cérebro, em atividades voluntárias, ou involuntariamente através da medula espinal como um arco reflexo em resposta á um perigo de dano. As estruturas aferentes e eferentes estão presentes tanto no sistema nervoso somático, responsável pela coordenação motora consciente através de atividades voluntárias, como no sistema nervoso visceral, responsável pelos sistemas involuntários como respiração, circulação, digestão e temperatura corporal. 

Funções do Cerebelo

O cerebelo é formado a partir da parte dorsal do mesencéfalo. Suas funções relacionam-se com a manutenção do equilíbrio e da postura, coordenação dos movimentos voluntários, tônus muscular e, com uma grande importância, a aprendizagem motora desde o ventre. Recentemente o cerebelo foi também implicado no controle cognitivo. Estudos funcionais revelaram a ativação do cerebelo durante o desempenho de atividades não relacionadas à atividade motora.

É o cerebelo que aprende a andar

Povos ocidentais e orientais usam os hemisférios cerebrais de maneiras distintas

A mente racional está ligada, principalmente, a processos do hemisfério cerebral esquerdo, enquanto a mente intuitiva ao direito. Ambas se completam, mas se usarmos mais umas faculdades que outras, podemos hipertrofiar certas habilidades e atrofiar outras! E isso o ensino acadêmico racional fez bem (infelizmente!): ampliou a racionalidade em detrimento da criatividade!

A mente oriental trabalha algumas áreas do hemisfério direito, enquanto a ocidental precisa de mais linearidade e racionalidade, estimulando mais o esquerdo.

Fato curioso: descobriu-se por tomografias computadorizadas que os ideogramas são lidos mais pelo hemisfério direito (não linear) que pelo esquerdo do cérebro, enquanto os fonemas mais pelo esquerdo (racional, linear). Seria uma possível justificativa de por que há preconceito com os quadrinhos no ocidente, visto que os desenhos (como os ideogramas) são lidos pelo direito, enquanto, no Japão, não há quase nenhum (leem mangás naturalmente), já que aprendem na infância as duas maneiras de escrita/leitura!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Caracteríticas do córtex cerebral humano esquerdo e direito

O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade, embora pesquisas recentes estejam contradizendo isso, comprovando que existem partes do hemisfério esquerdo destinados a criatividade e vice-versa.

Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele localiza-se 2 áreas especializadas: a Área de Broca (B), o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke (W), o córtex responsável pela compreensão verbal.

O córtex motor é responsável pelo controle e coordenação da motricidade voluntária. Traumas nesta área causam fraqueza muscular ou até mesmo paralisia. O córtex motor do hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o córtex motor do hemisférios direito controla o lado esquerdo do corpo. Cada córtex motor contém um mapa da superfície do corpo: perto da orelha, está a zona que controla os músculos da garganta e da língua, segue-se depois a zona dos dedos, mão e braço; a zona do tronco fica ao alto e as pernas e pés vêm depois, na linha média do hemisfério.

Vantagens que a estrutura em rede do SNC oferece aos mamíferos

Nos vertebrados inferiores, de peixes até aves, os hemisférios cerebrais têm superfície lisa. Por isso, tais animais são considerados lissencéfalos (encéfalo liso). Já nos mamíferos, surgem os sulcos e as circunvoluções, dando ao cérebro uma superfície cheia de ondulações. Por essa razão, os mamíferos são denominados girencéfalos (encéfalo com giros ou curvas).

Essa transformação trouxe uma grande vantagem para os mamíferos: com o mesmo volume, um cérebro com circunvoluções tem sua superfície consideravelmente maior do que se estivesse com hemisférios lisos. Como é na superfície do cérebro (córtex cerebral, com massa cinzenta) que ficam os corpos dos neurônios, quanto mais sulcos e circunvoluções tiver o cérebro, mais extenso será o seu córtex, com maior número de neurônios e, portanto, mais eficiente e aperfeiçoado.

Por esta razão, os mamíferos desenvolveram um comportamento complexo, que pode ser percebido em atitudes como as estratégias de caça, o cuidado com os filhotes, a adaptação a qualquer ambiente e os diferentes sistemas de comunicação estabelecidos entre os indivíduos da mesma espécie.